sexta-feira, 28 de maio de 2010

Da insanidade... (nossa de cada dia...)

É perigoso. É perigoso ficar sozinho. As coisas ganham outra dimensão, os pensamentos se chocam na confusão da mente, somando-se, multiplicando-se, fundindo-se; inexplicavelmente. As pessoas perdem sua importância, as idéias ficam maiores, deturpando-se, entortando-se, deformando-se numa massa disforme, intangível, incompleta, impossível, impessoal, vazia e... íntima. A massa suplica por adjetivos que não conseguirão definí-la jamais.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Insônia

O sol já se foi. Foi deitar-se em seu berço âmbar, antecipando o novo dia que o espera. Já as horas... Estas se arrastam. Arrastam-se como se não quisessem ir. Como se fizessem o mínimo esforço apenas para que o tempo não pare, debochando da minha impaciência... A lua cheia lá fora chama a atenção dos mais atentos. Engraçado, estes mais atentos geralmente são considerados os mais "distraídos"... Enfim, tenho pensado... Pensado que talvez fosse possível. Que talvez eu invejasse...Talvez, quem sabe, se eu tentasse. Mas talvez eu não queira. Talvez eu não queira, mas eu acho que talvez eu queira querer. Querer querer na verdade, talvez seja a essência de tudo. Quando se quer querer alguma coisa a gente acaba querendo mesmo que sem querer. E aí tudo fica tão mais facil. Tão mais simples...
Não sei, como já disse, tenho pensado... Pensado nela, neles, naqueles e naquilo. Em como tudo é tão ralo, vazio... Dizem que os olhos são a janela da alma, pois então de tanto olhar a lua acho que ela tem roubado uns pedaços da minha. Dizem também que só quem ama tem ouvido capaz de ouvir e de entender as estrelas. Aprecio solitário mais uma sessão de cinema mudo...
As coisas não mais se vão como iam em outros tempos e os clichês parecem inevitáveis. Não sei, ultimamente tenho chegado a uma conclusão. Acho que sou burro. Mas quer saber? Pelo menos assim qualquer coisa é tão interessante...

sábado, 15 de maio de 2010

Oblivion

Nada. Nada há, nada haverá. Nunca houve nem nunca há. E, na verdade, há tanta coisa. Tanta coisa que nao se vê e que há independentemente do que há em volta. Ah, como há memórias, desejos, expectativas... Hão, no entanto, de nunca haver como tudo que há sem haver. Ah, como há arrependimentos, desespero, conformismo... Como há... falta de inspiração? A gente até acha que vai ser, que pode ser, se a gente tentar, se a gente tiver... sorte? Ah, como são confusos estes tempos...

É... Falta alguém... Alguém para fazer haver o que não há. Será que alguém já reparou como certas pessoas conseguem fazer haver algo que na verdade não há? Quão mágico não é isso? Algo que não há antes da pessoa e que, ainda assim, sempre houve sem haver! É... Talvez seja essa a definição de a-m-o-r... Fazer haver o que não há...

Mas que sabemos nós, eu ou você, eles ou elas? Nada. Nada sabemos...